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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

lamurias

Muita convivência faz a gente amar por conveniência, rotina sem tino, retina sem brilho,
Se entregar por inteiro, e não restar mais nada, sempre foi meu maior medo,demasiado desanimo,o esforço se disfarça de naturalidade,impassível de ser normal,arrastando comigo uma inteligência frívola,que quase sempre a desprezo,desperdiçando assim a memória de retalhos.Amorfo o amor mortífero que nada tem sadio,sádica a saudade que sinto te mim,quando estou longe de você,saudando a minha saúde corrompida pela minha pretensão de ser o melhor sempre,o saldo da minha tristeza é o perfeccionismo que insisto em subverter,é isso a perfeição subverte tudo que esta a minha volta,e quebra todas os espelhos na tentativa invalida de ser um narcisista evasivo,antes que eu invada a sua idéia de ser feliz,com minhas lamurias infantis.

Um comentário:

Bruna disse...

"Se entregar por inteiro, e não restar mais nada, sempre foi meu maior medo ... impassível de ser normal,arrastando comigo uma inteligência frívola, que quase sempre a desprezo, desperdiçando assim a memória de retalhos"