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domingo, 31 de agosto de 2008

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Pondera

Simbolista a dinastia das confusões de outrora,que se perdem nos reflexos óbvios em que a noite vira dia,o sono é carregado pelas pálpebras e pelas costas,imperdoáveis transtornos que rasgam a pele,o desejo de ser liberto é coerente com minhas vistas,que percebem tudo,compreendem os loucos mas que discrimina a si mesmo,a verdade acompanhada com risos de um Clown imaginário,aonde o conhecimento jamais pensou em pisar ,flutua a salvação entre nuvens e carros,transita entre fé e inteligência,e paira no vão das coisas em vã,subterfúgios inválidos,suprem a falta de vida,psicanálise invertida,filosofia introvertida,falas roubadas de alguma frase de caminhão que polui meus cadernos em branco,respostas prontas,para problemas eternos,o que faz jus aos remédios é a paralisia do medo,se curar do que não te serve,e serve só para as mais improváveis historias datilografadas por uma viciada qualquer,se me perguntarem o que sinto,direi,sinto a necessidade da vida,embora quase sempre,me distraio com a voraz morte.A sorte é trivial,quando todo amuleto é de fácil acesso,caminho das pedras me espera,e correnteza dos dias,deixa me entre não ser,e ser.É sensorial a dor que sinto,quando o dicionário das almas me traz duvidas,envelheço quando seguro talheres falsos,e perco a memória quando falo de minha infância,faço isso para não ter o que contar,eu invento tanto,crio tanto,que até invento alegria,e de tanto inventar,a alegria será registrada nas mesmas confusões de outrora.