Ando calado, cálido
De paladar pálido
De pedalar impávido
De depenar o insólito
De socializar o sádico
De declinar qualquer clima
Refugiando o fascínio
Faíscas de fascismo
Minha face liberta do mal dizer
Ando calado, cálido
Desafiando, desafinado
Covarde, complacente
Quase finado
Fiado com a vida.
domingo, 22 de novembro de 2009
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Valsa do vazio
Dança a valsa do vazio
Visível vislumbre da vida
Vasto descompasso distraído
Dança a valsa do vazio
Desencanto verso no salão
Vicio vestido de espera
Dança a valsa do vazio
Vicejando o orgulho travestido
Rodando a esperança sem cessar
Dança a valsa do vazio
Desconhecido penar das horas
Deslize solidão a girar
Visível vislumbre da vida
Vasto descompasso distraído
Dança a valsa do vazio
Desencanto verso no salão
Vicio vestido de espera
Dança a valsa do vazio
Vicejando o orgulho travestido
Rodando a esperança sem cessar
Dança a valsa do vazio
Desconhecido penar das horas
Deslize solidão a girar
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Bossa nova do passado
Toda dor é abismo
Abissal saudade
Abismado de ausência
Abstinência de sorriso
Boçal lembrança
De um sol terapêutico
Balsamo de esperança
Salmo de fé
Embalsamado o futuro
Balzac de promessas
Bossa nova do passado.
Abissal saudade
Abismado de ausência
Abstinência de sorriso
Boçal lembrança
De um sol terapêutico
Balsamo de esperança
Salmo de fé
Embalsamado o futuro
Balzac de promessas
Bossa nova do passado.
domingo, 15 de novembro de 2009
Livresco
Vá ler um livro
Vá para a terapia
Faça o que quiser
Mas saia de perto de mim
Vá ser livre
Vá para Paris
Faça o que quiser
Mas saia de perto de mim
Vou me livrar
do seu jeito livresco de ser
Das palavras dificeis
que nada queriam dizer
Vá para o louvre
louvar a Deus
ou lavrar a terra
faça o que quiser
Mas saia de perto de mim.
Vá para a terapia
Faça o que quiser
Mas saia de perto de mim
Vá ser livre
Vá para Paris
Faça o que quiser
Mas saia de perto de mim
Vou me livrar
do seu jeito livresco de ser
Das palavras dificeis
que nada queriam dizer
Vá para o louvre
louvar a Deus
ou lavrar a terra
faça o que quiser
Mas saia de perto de mim.
sábado, 14 de novembro de 2009
Camisa Preta
-Você não esta com calor com essa camisa preta?
Foi à primeira pergunta que me fez ao me ver, parado a sua frente, como quem se ajusta bem a frente do sol.
-Não estou nem um pouco,fazia tempo que não saia de casa,não lembrava como o tempo estava tão quente,e de como odeio o sol,fora,que foi a primeira camisa que encontrei no armário.
Disse isso,sem a encarar,sem se preocupar se soaria descompromissado ou não,verdade ou não,ele já não ligava em ser sincero.
- É você sempre foi estranho,nessas coisas de sentir,nunca sentia calor,nem sede,nem fome,nem amor,é como aquela musica do Arnaldo Antunes sabe?Socorro.
-Ah eu achei graça do seu comentário,já é um começo não é?Eu não sei,era como se eu sempre estivesse com essa camisa preta,era como vendar os olhos de alguém que já não enxerga sabe?inútil.
-É,esta na hora de você aposentar essa camisa preta,não acha?
-Talvez sim,ou talvez esteja na hora de não sair mais no calor.
Foi à primeira pergunta que me fez ao me ver, parado a sua frente, como quem se ajusta bem a frente do sol.
-Não estou nem um pouco,fazia tempo que não saia de casa,não lembrava como o tempo estava tão quente,e de como odeio o sol,fora,que foi a primeira camisa que encontrei no armário.
Disse isso,sem a encarar,sem se preocupar se soaria descompromissado ou não,verdade ou não,ele já não ligava em ser sincero.
- É você sempre foi estranho,nessas coisas de sentir,nunca sentia calor,nem sede,nem fome,nem amor,é como aquela musica do Arnaldo Antunes sabe?Socorro.
-Ah eu achei graça do seu comentário,já é um começo não é?Eu não sei,era como se eu sempre estivesse com essa camisa preta,era como vendar os olhos de alguém que já não enxerga sabe?inútil.
-É,esta na hora de você aposentar essa camisa preta,não acha?
-Talvez sim,ou talvez esteja na hora de não sair mais no calor.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
O que fazer em caso de incêndio?
Quanta indisposição em um só amor
Não há indicio
De nenhum incêndio entre a gente
Outro índice passional
Indicando a cindisse
Insensato desperdício
Dicionário incomposto
Nossas vozes dissonantes
Nossos planos dissidentes
Suas palavras dissimuladas
Meus pensamentos desinteressantes
Indissiocrasias em crise
Insensível fim
Indiciado por amar pouco
Exilado por não entender
Condicionado a pensar demais
Condenado a solidão insolúvel.
Não há indicio
De nenhum incêndio entre a gente
Outro índice passional
Indicando a cindisse
Insensato desperdício
Dicionário incomposto
Nossas vozes dissonantes
Nossos planos dissidentes
Suas palavras dissimuladas
Meus pensamentos desinteressantes
Indissiocrasias em crise
Insensível fim
Indiciado por amar pouco
Exilado por não entender
Condicionado a pensar demais
Condenado a solidão insolúvel.
domingo, 8 de novembro de 2009
Quando uma mulher ama o futebol
Ela estava lá sentada,parecia meio incomodada com o sol,que a fazia franzir os olhos,dificultando sua concentração para com a leitura,leitura esta feita mais com o dedo do que com os olhos,já que estes,analisava um velho campo de futebol,desses de areia,aonde garotos e velhos,disputavam algum jogo importante da cidade,ela não era tão fã de futebol,e não conhecia nenhum dos dois times,mas suas pernas estavam cansadas de procurar um outro banco,e foram vencidas por um banco velho,em uma praça deserta a não ser por alguns curiosos,que prestavam atenção no jogo.Era um breve descanso pensou ela,uma breve pausa,para suas pernas,e para seu coração,que de tanto andar,batia mais do que os jogadores,um na perna do outro,e por falar no futebol,ela sempre se protegia,quando a bola vinha em sua direção,se protegia por besteira,já que a mesma batia na grade de proteção,mas o que ela sentia,é que a bola,vinha em cheio e a acertava,já tivera uma experiência dessa,e não tinha sido nada,nada agradável.
Enquanto o jogo rolava,Ela pensava um pouco na vida,se sentia um pouco cansada,não entendia bem,qual era o prazer daquele jogo,e qual era a razão para tanto xingamento e palavrão,ela tentava voltar a leitura,mas os gritos de gol,de falta,não há deixava.De gol ela não entendia,mas de falta sim,e entendia muito bem,constantemente sentia uma falta em seu peito,algo que podia ser preenchido com um grito de gol.quando estava retomando a leitura,sobre batons,maquiagens,e pensando,não,é esse meu universo,vestidos,moda,o apito tocou,ela abruptamente olhou o campo,aonde se encerrava mais uma maratona de carrinhos,arranhões e alguns gols.O jogo tinha acabado,e a estadia dela no banco também,se levantou e caminhou de volta para casa,sem esquecer o jogo,pensava,em dribles,apitos,e retrucava em vão com seu pensamento,não,não,vestidos e batons,tenho que pensar em vestidos e batons,
Ela voltara aquele banco,todos os dias,mas jurava que era,por que era o mais perto do seu caminho e o único disponível.
Enquanto o jogo rolava,Ela pensava um pouco na vida,se sentia um pouco cansada,não entendia bem,qual era o prazer daquele jogo,e qual era a razão para tanto xingamento e palavrão,ela tentava voltar a leitura,mas os gritos de gol,de falta,não há deixava.De gol ela não entendia,mas de falta sim,e entendia muito bem,constantemente sentia uma falta em seu peito,algo que podia ser preenchido com um grito de gol.quando estava retomando a leitura,sobre batons,maquiagens,e pensando,não,é esse meu universo,vestidos,moda,o apito tocou,ela abruptamente olhou o campo,aonde se encerrava mais uma maratona de carrinhos,arranhões e alguns gols.O jogo tinha acabado,e a estadia dela no banco também,se levantou e caminhou de volta para casa,sem esquecer o jogo,pensava,em dribles,apitos,e retrucava em vão com seu pensamento,não,não,vestidos e batons,tenho que pensar em vestidos e batons,
Ela voltara aquele banco,todos os dias,mas jurava que era,por que era o mais perto do seu caminho e o único disponível.
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