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segunda-feira, 21 de abril de 2008

Trilogia Mal feita

Exposto ao seu sorriso
Imposto ao impreciso
Posto de luz móvel
Faixa de iluminação

Sem gosto do eterno
Desgosto do normal
Indigestos dias sem você
Impaciência ao calendário

Diário de insatisfação
Alegria digital
Instável o aceitável
Estadia dos dias mal lembrados.

Enjôo matinal
Vertigens teatrais
Quebra cabeças de origem castiçais

Vontades noturnas
Aos braços de cristo
Traquinagens,virgens e estatuetas enferrujadas.


Falta a continuação
E o prazer de outrora
Mas que só encontra satisfação
Na incompleta construção do ser.

sábado, 19 de abril de 2008

Brechó

A vaidade em algodão
Os sentidos amarelados
A vida carregada nos bolsos

O romantismo nos sapatos de couro
O compromisso em ternos de linho
O descanso em camisolas

A seriedade nas gravatas
O feriado nos chinelos
A paz nas golas v

Vende-se historia
Vendem-se lembranças

A vida carregada nos bolsos.

sábado, 12 de abril de 2008

Acervos

Vinis riscados de ceticismo
Fotografias em frenesi
Livros em paisagem de bordeis

Minúcias em código de barras
Vícios em cor de batom
Mitologias em linhas telefônicas

Cinema em tabuleiro
Sonhos com cheiro de talco
Desilusões tragadas em cigarro

Sexo em notas musicais
Prazer teleguiado
Fantasmagoria o chão de confete.

Teatro em móbiles
Sarcasmo na gastronomia
Bem estar nas avenidas.

Devaneios na noite paulistana
Córregos de poesia
Disney marginalizado

Noite paulistana
Inspiração.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Determinados Momentos

Eu não me reconheço
Assim tão fácil
Em notas que vão ao descaso
E trazem luzes efêmeras

Eu me disperso
Em vão
Em troca
De drama

Eu busco as cores mais
Indefinidas
Para não ter horror
A elas
Quando você se despedir

Faço metáforas
De indecisões
E me distraio
Com as imperfeições

Eu me ajeito
Meio sem jeito
Em explicações
Inteligentes

Talvez
De um modo
infantil
e Lúdico

quarta-feira, 26 de março de 2008

A distancia e a Verdade

Despediu e me despiu de toda alegria
Despediu e pediu para que eu não chorasse um dia.
Pedidos perdidos em tristeza
Perdidos são sonhos postos em mesas.


Desfaz o conto
Conto os dias mágicos
Conto de fatos
Da alegria ao trágico


E quase como regra
No final o amor se quebra
Rasgaram o fim
E assim, viveram esperançosos para sempre.


A longa distancia
Entre idealizar o amor
E o amor ser a idéia de uma vida


A verdade
Entre ser um amor
Ou ser a saudade
De um outro alguém

Desfaz meu mundo
Condena o mágico
Faz de conta
Que o amor é trágico.

terça-feira, 25 de março de 2008

Impar

Eu não estou a par
Mas também não estou em par
Nem de seu sorriso impar
Nem das suas palavras de paz

Em parte
Dá-se por ser impartível
Seu gesto
Com minhas intenções

Em par com ti
Impar da solidão
A par do amor
Impar da loucura

Par
Impar

Impar
Par

Em par com as palavras.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Navegar é preciso

Rimei
E remei
Divaguei e naveguei

Maresia e poesia
Males e mares

Dobrei palavras
Dobrei mar

E acabei á margem da precisão.