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terça-feira, 17 de agosto de 2010

Por um dia

O frio me esqueceu
Leve o lixo para fora,enquanto o mundo explode em demasia
qualquer amor análitico,que me faça demente
Falar sem pensar,é como amar sem sentir
os sentimentos atravessam meu corpo,como ovnis atravessam o céu
nenhum ultrassom,é capaz de traduzir minha dor
meu pecado reside no confuso
eu já tentei dissecar o dicionario
eterno erro de quem pratica a solidão
camufla o veludo envolto aos seus ouvidos
toda queda é feita de exageros
o que pesa mais,é a leveza do sonho
eu permaneço mudo,diante do que não conheço
meus dias roubam minha vida
sou um militante desesperado,a atirar no sol
meus barcos,homenageam o corpo afogado
Aorigem de meus inimigos risonhos
é o descomprometimento com o nada
Eu não quero o sucicídio
quero apenas,morrer por um dia.

3 comentários:

irreverente, Eu; disse...

Ótimo texto, não vejo mal algum morrer por um dia (todos nos queremos). O ruim, é deixar as pessoas acreditando que morreu pra sempre...

Isabela Ferreira Costa disse...

Grande Iuri. Admirando o modo como colocaste as palavras...

Bu disse...

óh