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quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Ossos

Às vezes eu acho que o mundo é muito pequeno para os meus ossos
Pequeno,quando você me ignora,pequeno quando o céu é só lamentação.
Às vezes acho que minhas rugas, são tão prepotentes, ao ponto de eu querer ser poeta.
Sábios são os olhos que se fecham,para um coração que também se fecha.
O sentido esta em esquecer os Deuses por alguma hora, ajoelhar para os cúmplices,e rezar apenas para os suspeitos.Mas todas as vezes que deixo minha alma livre,ela volta coroada por alguma frase mal feita.A vida é torta,e isso se torna cada vez mais evidente quando tento me equilibrar entre meu amor,e eu.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Ainda sou bem moço.

Alem das palavras sóbrias,sobra o realismo fantástico que nada condiz com minha verdade,mil duvidas me ocorrem nessa hora,o maldizer da vida,as palavras que nunca saíram da minha boca,me desesperar por pensar que sou louco,mas minha abstinência vai alem das crises intermináveis,sofro por entender demais,e me obrigar a ver a vida,com novos olhos,olhos de rei,olhos de padre,perfuro a carne aonde abriga o desejo,peco nas atrocidades recolhida pelo tempo,o medo me faz sangrar quando a inquietude do meu corpo se faz presente nas horas de descanso,impressionante o quanto de mim vai embora a cada hora que choro,um choro que esvazia as lembranças,posso chorar horas,pelo passado que vem me indagar sobre as pretensões do futuro,quando me vejo inteiro,me vejo quebrado,entre duas partes tão incoerentes,que me envergonho,me envergonho de ser humano,e de falhar,eu afasto suas pressões,suas mediações,para ser um pouco mais eu,arrasto comigo,minha asas,já que as tenho,é melhor prevenir,muitas vezes fui fera,por não mentir,por não ter coragem,uma gentileza sem precedentes e sem volta,e a maldição as vezes é meu abismo,é minha culpa,nela me desdobro e com receio,descubro uma dor maior,fui criado para amar,cresci para viver,e morrerei para ser eterno,,mas não quero que o meu corpo seja cercado de lembranças,quero que seja cercado por pessoas que tem muito mais algo a dizer,do que um simples Adeus.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Espirro que virou pirraça
Faz birra
com a saúde.

sábado, 6 de setembro de 2008

Ando
Enquanto meu tempo
é quando.

domingo, 31 de agosto de 2008

Meu primeiro Hai Kai

Choco late
Au
leite

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Pondera

Simbolista a dinastia das confusões de outrora,que se perdem nos reflexos óbvios em que a noite vira dia,o sono é carregado pelas pálpebras e pelas costas,imperdoáveis transtornos que rasgam a pele,o desejo de ser liberto é coerente com minhas vistas,que percebem tudo,compreendem os loucos mas que discrimina a si mesmo,a verdade acompanhada com risos de um Clown imaginário,aonde o conhecimento jamais pensou em pisar ,flutua a salvação entre nuvens e carros,transita entre fé e inteligência,e paira no vão das coisas em vã,subterfúgios inválidos,suprem a falta de vida,psicanálise invertida,filosofia introvertida,falas roubadas de alguma frase de caminhão que polui meus cadernos em branco,respostas prontas,para problemas eternos,o que faz jus aos remédios é a paralisia do medo,se curar do que não te serve,e serve só para as mais improváveis historias datilografadas por uma viciada qualquer,se me perguntarem o que sinto,direi,sinto a necessidade da vida,embora quase sempre,me distraio com a voraz morte.A sorte é trivial,quando todo amuleto é de fácil acesso,caminho das pedras me espera,e correnteza dos dias,deixa me entre não ser,e ser.É sensorial a dor que sinto,quando o dicionário das almas me traz duvidas,envelheço quando seguro talheres falsos,e perco a memória quando falo de minha infância,faço isso para não ter o que contar,eu invento tanto,crio tanto,que até invento alegria,e de tanto inventar,a alegria será registrada nas mesmas confusões de outrora.

domingo, 13 de julho de 2008

Metamorfose ambulante

Acordo meio sem foco, meio sem rosto
Um desconhecido de mim mesmo
Me procuro,não acho
Não há nada que identifique meus pensamentos
Nessa bagunça, nessa casa de instantes
Arrisco-me a olhar o espelho, não me adapto ao que reparo
Não, a barba não cresceu, mesmo que pareço velho demais para meu corpo
Abro as gavetas, procuro alguma carta, que mostre quem sou, mas sem sucesso
Então, desço uma escada, que ontem parecia menor
Atravesso corredor, que ontem também parecia menor
Coloco um ou dois vinis para tocar minha memória
Que bobagem, pra que mentir?São CDs mesmo, se fossem vinis, eu me reconheceria
Toca alguma coisa dos Beatles,e outra do Cazuza, mas não, não estou em campos de morango
E definitivamente em nenhum trem para as estrelas.
Não sou passageiro de nenhuma estação
Sou passageiro de mim mesmo, não me aproveito
E quando vou ver, já não estou
Passeio entre paginas,que só falam de olhares de ressaca,mas não,ressaca eu não estou,se tivesse,estaria dormindo.
Desisto de me procurar,talvez era melhor ter escutado Raul,talvez eu seja,uma metamorfose ambulante.