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sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Ainda sou bem moço.

Alem das palavras sóbrias,sobra o realismo fantástico que nada condiz com minha verdade,mil duvidas me ocorrem nessa hora,o maldizer da vida,as palavras que nunca saíram da minha boca,me desesperar por pensar que sou louco,mas minha abstinência vai alem das crises intermináveis,sofro por entender demais,e me obrigar a ver a vida,com novos olhos,olhos de rei,olhos de padre,perfuro a carne aonde abriga o desejo,peco nas atrocidades recolhida pelo tempo,o medo me faz sangrar quando a inquietude do meu corpo se faz presente nas horas de descanso,impressionante o quanto de mim vai embora a cada hora que choro,um choro que esvazia as lembranças,posso chorar horas,pelo passado que vem me indagar sobre as pretensões do futuro,quando me vejo inteiro,me vejo quebrado,entre duas partes tão incoerentes,que me envergonho,me envergonho de ser humano,e de falhar,eu afasto suas pressões,suas mediações,para ser um pouco mais eu,arrasto comigo,minha asas,já que as tenho,é melhor prevenir,muitas vezes fui fera,por não mentir,por não ter coragem,uma gentileza sem precedentes e sem volta,e a maldição as vezes é meu abismo,é minha culpa,nela me desdobro e com receio,descubro uma dor maior,fui criado para amar,cresci para viver,e morrerei para ser eterno,,mas não quero que o meu corpo seja cercado de lembranças,quero que seja cercado por pessoas que tem muito mais algo a dizer,do que um simples Adeus.

3 comentários:

Marina disse...

você é genial, sério, ficou ótimo!

equilibrista. disse...

é impressionante como toda vez que entro aqui eu leio alguma frase...sinto alguma coisa que pulsa na mesma vibração que eu pulso:

"mas não quero que o meu corpo seja cercado de lembranças,quero que seja cercado por pessoas que tem muito mais algo a dizer,do que um simples Adeus."

Flor de Azeviche disse...

Gostei muito do texto...
Gostei do seu blog também =)
Beijos
Flor de Azeviche