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domingo, 31 de agosto de 2008

Meu primeiro Hai Kai

Choco late
Au
leite

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Pondera

Simbolista a dinastia das confusões de outrora,que se perdem nos reflexos óbvios em que a noite vira dia,o sono é carregado pelas pálpebras e pelas costas,imperdoáveis transtornos que rasgam a pele,o desejo de ser liberto é coerente com minhas vistas,que percebem tudo,compreendem os loucos mas que discrimina a si mesmo,a verdade acompanhada com risos de um Clown imaginário,aonde o conhecimento jamais pensou em pisar ,flutua a salvação entre nuvens e carros,transita entre fé e inteligência,e paira no vão das coisas em vã,subterfúgios inválidos,suprem a falta de vida,psicanálise invertida,filosofia introvertida,falas roubadas de alguma frase de caminhão que polui meus cadernos em branco,respostas prontas,para problemas eternos,o que faz jus aos remédios é a paralisia do medo,se curar do que não te serve,e serve só para as mais improváveis historias datilografadas por uma viciada qualquer,se me perguntarem o que sinto,direi,sinto a necessidade da vida,embora quase sempre,me distraio com a voraz morte.A sorte é trivial,quando todo amuleto é de fácil acesso,caminho das pedras me espera,e correnteza dos dias,deixa me entre não ser,e ser.É sensorial a dor que sinto,quando o dicionário das almas me traz duvidas,envelheço quando seguro talheres falsos,e perco a memória quando falo de minha infância,faço isso para não ter o que contar,eu invento tanto,crio tanto,que até invento alegria,e de tanto inventar,a alegria será registrada nas mesmas confusões de outrora.

domingo, 13 de julho de 2008

Metamorfose ambulante

Acordo meio sem foco, meio sem rosto
Um desconhecido de mim mesmo
Me procuro,não acho
Não há nada que identifique meus pensamentos
Nessa bagunça, nessa casa de instantes
Arrisco-me a olhar o espelho, não me adapto ao que reparo
Não, a barba não cresceu, mesmo que pareço velho demais para meu corpo
Abro as gavetas, procuro alguma carta, que mostre quem sou, mas sem sucesso
Então, desço uma escada, que ontem parecia menor
Atravesso corredor, que ontem também parecia menor
Coloco um ou dois vinis para tocar minha memória
Que bobagem, pra que mentir?São CDs mesmo, se fossem vinis, eu me reconheceria
Toca alguma coisa dos Beatles,e outra do Cazuza, mas não, não estou em campos de morango
E definitivamente em nenhum trem para as estrelas.
Não sou passageiro de nenhuma estação
Sou passageiro de mim mesmo, não me aproveito
E quando vou ver, já não estou
Passeio entre paginas,que só falam de olhares de ressaca,mas não,ressaca eu não estou,se tivesse,estaria dormindo.
Desisto de me procurar,talvez era melhor ter escutado Raul,talvez eu seja,uma metamorfose ambulante.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Poesia monogâmica

Minha poesia é monogâmica
É feita somente para uma pessoa
Rima fiel
Versos mais fiéis ainda

Minha poesia monogâmica
Minha inspiração orgânica
Meu poema fiel
És só seu e de mais ninguém

Minha voz mono
Gama em ti
Só tem a saída para seus ouvidos

Minha voz mono
Gama em seus ouvidos
Só tem um carnal

Canal carnal
Monógama

Minha poesia orgânica
Inspiração mecânica
Que de tanto pensar em você
Virou monogâmica



Escrevo somente para uma pessoa
Sentimento fiel
Escrevo somente para uma pessoa
Escrevo somente para você

domingo, 6 de julho de 2008

De tanto teclar,as teclas grudaram em meus dedos,tenho todas as letras impressa neles,o vocabulário inteiro,menos aquele que não usei,o que limita nossa comunicação é a rotina do obrigado,todos querem informação quando estão perdidos,todos usam da boa educação quando estão pedindo,o que delimita a palavras é a situação,ninguém seria capaz de usar Shakespeare nos taxis,nas ruas,ou nos hospitais,todos sabem dizer oi,mas ninguém quer dizer o indizivel,o que é preciso é somente as três palavras mágicas,que fazem dos nossos dias nada mágico,pai dos burros rasgados pelo ostracismo,enciclopédias arqueológicas,tudo parece certo,quando já ditamos a rotina.Em nosso ditado diário,não há duvidas quanto a conjunção,junte duas ou quatro palavras,e pronto,seu dia já esta composto,junte três palavras,o obrigado,o oi e o tchau,e assim conseguira tudo que quer.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

As avessas

Expõe sua dor
A informalidade da histeria
As condições da tristeza

Mostra para mim seu choro
Os importunos segredos da noite
Arranhe-me com seus pecados
Faça-me sangrar com suas invenções

Grite as avessas
Troque o esconderijo
E tire de mim o absoluto silencio.

Pregue as verdades
Distraia o medo
Suspende toda negação

E crie em mim
A única possibilidade mórbida

Fuja, corra
Enlouqueça sem seu travesseiro inanimado.

Escreva todas suas maldades
Pinte e borde sua fraqueza
E crie em mim, a única possibilidade viva.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Andando com Montenegro

Eu ando assoviando poesias
E recitando filmes

Eu ando atravessando ruas
Como em uma capa dos Beatles

Eu ando pisando nas gramas
Pois como disse o poeta, meus pés não estão no chão.

Eu ando por entre sonhos
E me encontrando com van goh
Como se estivesse em bando
Eu ando só



Ando marcando o passo
Enquadrando quadras
Ando lendo canções pop
E escutando o transito impressionista

Ando evitando o caos
E evitando os cães
Placas de avisos
Literatura de alardes


Às vezes ando hilário
Como se Chaplin.perdesse o horário
Em outras,ando sem ritmo
Passista sem escola


Ando em câmera lenta
Narrativa de Deus
Em seu plano seqüência



Ando sem trilha sonora
Cortes em esquinas
Editadas pelo que convém


Ando assim
Com beijo de namorada
Mas sem pódio de chegada.