Seu coração é uma calúnia
Conluio de pesares
com a luz me calo
com a loucura me apago
A dádiva me causa dúvida
e me divide entre dividas
O que impede o sol nos meus olhos
é o doce desencontro
Até meu sangue está pálido
Impávido dominio sobre minha coragem
ávido de promessas e asas
A polvora que povoa meu peito
não apavora o medo
A alvorada é só o alvo do sol
e o sol é meu pavio.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Sondado de chumbo
Quanto tudo é permido,meu limite me proíbe
é ele que me rouba a liberdade
a liberdade de se sentir além
a liberdade de circunscrever a praia
a liberdade de dar margem a lua.
A minha alma censura o que não é de mim
o que não faz parte do meu céu.
o que não se encaixa nas minhas palavras,sobra para o vento
o vento se encarrega de tudo que se parte.
O meu lamento é o alimento da minha resignação
meu manto não é de nenhum santo
cobre meus ombros aquilo que não se pode ver.
As minhas veias envelhecem meu sangue.
O que desloca meu corpo
é o que sempre aperta o meu peito.
Meu coração tardio
amanhece em seu tempo.
A minha maior arma é minha chave
e a minha calma vem do medo.
Meu choro é deselegante
é o insulto dos meus olhos
e é impossivel fingir cura.
mais do que o necessário,mais do que existencial.
Eu preciso defender a minha paz
o meu pandemonio de incertezas
meu patano de crendices
e meu caminho de achismos.
Eu inauguro a dúvida em uma cruz
e enferrujo de chumbo o meu coração
É preciso trancar a porta
para saber o que se tem dentro.
é ele que me rouba a liberdade
a liberdade de se sentir além
a liberdade de circunscrever a praia
a liberdade de dar margem a lua.
A minha alma censura o que não é de mim
o que não faz parte do meu céu.
o que não se encaixa nas minhas palavras,sobra para o vento
o vento se encarrega de tudo que se parte.
O meu lamento é o alimento da minha resignação
meu manto não é de nenhum santo
cobre meus ombros aquilo que não se pode ver.
As minhas veias envelhecem meu sangue.
O que desloca meu corpo
é o que sempre aperta o meu peito.
Meu coração tardio
amanhece em seu tempo.
A minha maior arma é minha chave
e a minha calma vem do medo.
Meu choro é deselegante
é o insulto dos meus olhos
e é impossivel fingir cura.
mais do que o necessário,mais do que existencial.
Eu preciso defender a minha paz
o meu pandemonio de incertezas
meu patano de crendices
e meu caminho de achismos.
Eu inauguro a dúvida em uma cruz
e enferrujo de chumbo o meu coração
É preciso trancar a porta
para saber o que se tem dentro.
sábado, 11 de dezembro de 2010
Estacionamento
- Eu as vezes acho que minha vida é um grande estacionamento vazio,com raras excessões fica cheio,as pessoas entram e saiem dele com a mesma velocidade e frequência de um.
- Mas estacionamento do que?de shopping?de supermercado?
- Ah não me venha com brincadeiras,eu to falando sério,mas já que tocou nisso,parece um grande estacionamento de shopping em uma segunda feira,aonde as pessoas permanecem apenas o tempo suficiente para não paga-lo,para não se apegar. Mas na grande parte do tempo,é um estacionamento de algum hospital.
- E eu pelo contrario,entro e saio desses estacionamentos a minha vida toda,e acho bem pior
- E por que é pior?
- Por que esquecer aonde deixou o coração,é pior do que não saber aonde deixou seu carro.
-É isso acontece comigo,as poucas pessoas que permaneceram um bom tempo,é por que não sabiam aonde era a saída.
- Mas estacionamento do que?de shopping?de supermercado?
- Ah não me venha com brincadeiras,eu to falando sério,mas já que tocou nisso,parece um grande estacionamento de shopping em uma segunda feira,aonde as pessoas permanecem apenas o tempo suficiente para não paga-lo,para não se apegar. Mas na grande parte do tempo,é um estacionamento de algum hospital.
- E eu pelo contrario,entro e saio desses estacionamentos a minha vida toda,e acho bem pior
- E por que é pior?
- Por que esquecer aonde deixou o coração,é pior do que não saber aonde deixou seu carro.
-É isso acontece comigo,as poucas pessoas que permaneceram um bom tempo,é por que não sabiam aonde era a saída.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Mi casa su casa
-Estava pensando em algumas mudanças no nosso relacionamento
- Como quais?
- Um relacionamento mais caseiro
- Ah sim,é uma boa idéia,eu na sua casa,você na minha.
- Na verdade não é bem assim
- E é como?
- Eu na minha casa,você na sua.
- Como quais?
- Um relacionamento mais caseiro
- Ah sim,é uma boa idéia,eu na sua casa,você na minha.
- Na verdade não é bem assim
- E é como?
- Eu na minha casa,você na sua.
domingo, 5 de dezembro de 2010
Contando estações
- Quantas estações faltam?
- Para chegar na minha casa?faltam 7 estações
- Ah sim
- Eu odeio esse assunto,essa coisa de perguntar quantas estações faltam,parece falta de assunto,quando to sozinho eu vejo esse tipo de conversa e me dá asco.
- eu pelo menos tento puxar um assunto.
- Tudo bem,me desculpa.
- Mas e agora,quantas estações faltam?
- Você só pode ta brincando né?acabei de falar isso e vc me pergunta?passamos uma estação certo?se antes era 7,agora é 6,parece criança que fica perguntando se falta muito para chegar.
- Voce que é infantil,de se irritar com isso.
Passam algumas horas...
- Faltam quantas estações?
-Agora faltam 8
- Oito?mas não faltavam 6 aquela hora?
- Sim,faltam 6 para a minha casa.
-E oito para aonde?
-Para a sua.
- Para chegar na minha casa?faltam 7 estações
- Ah sim
- Eu odeio esse assunto,essa coisa de perguntar quantas estações faltam,parece falta de assunto,quando to sozinho eu vejo esse tipo de conversa e me dá asco.
- eu pelo menos tento puxar um assunto.
- Tudo bem,me desculpa.
- Mas e agora,quantas estações faltam?
- Você só pode ta brincando né?acabei de falar isso e vc me pergunta?passamos uma estação certo?se antes era 7,agora é 6,parece criança que fica perguntando se falta muito para chegar.
- Voce que é infantil,de se irritar com isso.
Passam algumas horas...
- Faltam quantas estações?
-Agora faltam 8
- Oito?mas não faltavam 6 aquela hora?
- Sim,faltam 6 para a minha casa.
-E oito para aonde?
-Para a sua.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Dualidade
Meu grito é pra quebrar a sua serenidade
você não confia em minha coragem
e eu tenho que amordaçar a dor
você parte do pressuposto que se há silêncio tá tudo bem
E eu tento demonstrar uma instatisfação muda
Quando grito saí tudo,menos palavras.
Você é cética e otimista
e essa dualidade me cansa cada dia mais.
Ganância,é querer ser Deus.
você não confia em minha coragem
e eu tenho que amordaçar a dor
você parte do pressuposto que se há silêncio tá tudo bem
E eu tento demonstrar uma instatisfação muda
Quando grito saí tudo,menos palavras.
Você é cética e otimista
e essa dualidade me cansa cada dia mais.
Ganância,é querer ser Deus.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
O susto e a fuga
Eu me concentro na minha distração,sou compulsivo,em minha repetição,um passo pra frente também é desespero.A minha maior dádiva,foi a ciência que me deu.Sou vítima para depois ser intimo.O meu maior equívoco é não encontrar nenhum erro,o mundo me afasta da sensibilidade e a profusão de sentimentos não me deixa pensar.Quase tudo começa no susto,quase tudo termina na fuga.
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