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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Pólvora

Seu coração é uma calúnia
Conluio de pesares
com a luz me calo
com a loucura me apago
A dádiva me causa dúvida
e me divide entre dividas
O que impede o sol nos meus olhos
é o doce desencontro
Até meu sangue está pálido
Impávido dominio sobre minha coragem
ávido de promessas e asas
A polvora que povoa meu peito
não apavora o medo
A alvorada é só o alvo do sol
e o sol é meu pavio.

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