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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Cerne

Não consigo discernir
O cerne do meu sentimento
Que concerne com o meu coração
Cernir o que passa aqui dentro
Mas todo critério é discreto demais
Critico a discrição dos meus dedos
Distinguir a língua que passa em minha boca
Compreender a pressa dos seus lábios em meu corpo
Diferir o que me fere, do que me dá prazer
Preferir o que o coração escolhe
O que o amor colhe
E o que a razão mata.

Um comentário:

marinaCavalcante disse...

Palavras breves e fortes.

E quando tentamos discernir
uma situação e nos deparamos
com algo decepcionante?!
Desejamos, então, não entender...
não pensar, não mais saber.
Apenas ilusão? Pode ser, porém
conseguimos mais um - ainda que pequeno - instante de alegria. =]


Abraços!
Espero sua visita!