Cubra meus ouvidos com seu cabelo
teu cheiro é música para meu pulso
o que nos separa é a sede
o destino de nossas águas turvas
me consolo em teu plantil de planos tão serenos
cresce as folhas que outrora era erradicadas
minha memoria é um desejo que não morre
revisito a nostalgia como souvenier apodrecido
teu sonho é como ventilador na cara
enquanto meus pesadelos são moinhos
nossos olhos na contramão não são suficientes
é preciso mais um pouco de poesia para ser independente
e um pouco mais de calma para ser ultrajante
me rebelar contra a timidez
é o fracasso de minha condição
que me conduz para ser testumunha do que não é congénito
procura-me nos seus versos e vai ver que nunca saí do seu calendário
aprendi a usar o passado a meu favor
e caminhar durante a chuva.
São relapsos do céu
os relampagos que apagam um Deus morto
eu queria morar naquela sua foto
mas apenas passei dias em sua máquina
não adianta embrulhar o presente em papel passado
a melancolia é o paradigma de meu reflexo
o refluxo do não querer encabulado
gravo em meu espelho tudo que um dia não vai voltar
a perda é o cadeado de meus dias
sua clave sua chave suas perguntas
são indecentes demais para minha tristeza
eu quero me refugiar em sua tatuagem
e viver além de meu interesse
me manter vivo e jogar no lixo todo hedonismo
hedionda preocupação com seus vasos sanguineos
Aprendi a caminhar no sol
e a usar a vida a meu favor.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Resvala
Adestre meu desastre
Seus astros castos não rodopiam o meu destino
O pião que roda a roda de minhas escolhas
É o quinhão que surge em minhas insônias
Tudo que valeu apena
apenas resvalou em mim
Como nossos lábios
Hábil tempo de ser feliz
Valei-me de todo cuidado
Há um vale encantado em toda sua entrega
O sol que é teu astro
Percebe-te na fresta
Eu que sou teu frasco
Perfumo-te de fragilidade
Assim como teu beijo
Aquilo que só resvalou
Revelou-se ser a minha maior alegria.
Que a onda aponte o mergulho certeiro
cansei de só molhar os pés em sua água.
Seus astros castos não rodopiam o meu destino
O pião que roda a roda de minhas escolhas
É o quinhão que surge em minhas insônias
Tudo que valeu apena
apenas resvalou em mim
Como nossos lábios
Hábil tempo de ser feliz
Valei-me de todo cuidado
Há um vale encantado em toda sua entrega
O sol que é teu astro
Percebe-te na fresta
Eu que sou teu frasco
Perfumo-te de fragilidade
Assim como teu beijo
Aquilo que só resvalou
Revelou-se ser a minha maior alegria.
Que a onda aponte o mergulho certeiro
cansei de só molhar os pés em sua água.
domingo, 26 de dezembro de 2010
Vaidade
Hoje a sua urgencia é calada
Esconda de mim seus pelos
e eu afasto o que não decifro
não devore a minha incapacidade
a tua sede é o meu esquecimento
Eu destruo o que não é o meu forte
meu pranto é kamikaze
Errei quando acertei seu alvo
os deuses não jogam dardos
Seus pés fugiram de mim
mas suas mãos me mandaram cartas
Os braços que hoje busco se ocupam de fumaças
A boca que quero beijar se preocupa só com o vicio
É por não te entender que te amo
é por não se entender que não me ama
Atrás das arvores vejo seus sonhos
Seus sonhos são prédios,mas seu amor é natureza
Posso fazer um museu de seus misterios
teu coração é arte moderna
Voce é rainha do diluvio em que quero me banhar
Quando pisares em meu pé,alcançara o descaminho
e então será tão livre quanto um mouse sem fio
Não há motivos na loucura nem sanidade na razão
aquele meu peito te acorda
o seu peito me faz dormir
Dormiremos sobre o acalento de minhas promessas
Há uma nova vida entre nossos abraços
há uma nova vida entre suas pernas
há uma nova vida dividindo nossa insensatez
A sua estrada é toda de vidro e é por isso que sobrevoo o seu teto
Não devore meu pranto
pois eu não alimento o seu perigo
Sou mais confuso que a sua vaidade
Esconda de mim seus pelos
e eu afasto o que não decifro
não devore a minha incapacidade
a tua sede é o meu esquecimento
Eu destruo o que não é o meu forte
meu pranto é kamikaze
Errei quando acertei seu alvo
os deuses não jogam dardos
Seus pés fugiram de mim
mas suas mãos me mandaram cartas
Os braços que hoje busco se ocupam de fumaças
A boca que quero beijar se preocupa só com o vicio
É por não te entender que te amo
é por não se entender que não me ama
Atrás das arvores vejo seus sonhos
Seus sonhos são prédios,mas seu amor é natureza
Posso fazer um museu de seus misterios
teu coração é arte moderna
Voce é rainha do diluvio em que quero me banhar
Quando pisares em meu pé,alcançara o descaminho
e então será tão livre quanto um mouse sem fio
Não há motivos na loucura nem sanidade na razão
aquele meu peito te acorda
o seu peito me faz dormir
Dormiremos sobre o acalento de minhas promessas
Há uma nova vida entre nossos abraços
há uma nova vida entre suas pernas
há uma nova vida dividindo nossa insensatez
A sua estrada é toda de vidro e é por isso que sobrevoo o seu teto
Não devore meu pranto
pois eu não alimento o seu perigo
Sou mais confuso que a sua vaidade
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Perdas e Ganhos
Reparei na mancha de café na blusa dele e ri discretamente,em minha cabeça só as crianças sujavam roupas com comida,e era engraçado ver cabelos grisalhos e manchas de café em uma mesma pessoa.Aquele senhor em minha frente,tinha um ar de quem sabia que a sabedoria só é possivel na infancia,quando me sentei ele não estendeu a mão e apenas sorriu,a primeira coisa que disse foi - As rugas dificultam as lágrimas.Então perguntei por que chorava e ele disse que era por que tinha rugas.
- Eu espero não ter rugas.disse em tom de brincadeira
- E eu espero não ter espinhas,respondeu com ironia
Era verdade,meu rosto era um hotel cheio delas,ali se hospedavam traziam filhos,netos e amigos,passavam férias,carnaval.Ele continuou se lamentando enquanto eu prestava atenção em cada palavra sua.
- A vida é muito dificil para um velho como eu,perco coisas que não queria perder,ganho coisas que não pedi.
- Mas em todas as fases é assim.tentando ser atenuar um pouco sua tristeza
- Na velhice é mais,todo dia perco algo
- Quando somos bebes,perdemos os dentes de leite e ganhamos dentes novos
- E quando se perde os novos?
Fiquei sem o que responder,mas para não dar tempo de pensar,imendei outro raciocinio
- Na adolescencia ganhamos pelos,perdemos a inocencia e ganhamos mais testosterona
- E quando perdemos a ereção?
Novamente era uma dessas perguntas sem respostas,pelo menos não havia pensado em nada de bate pronto,então continuei
- Na fase adulta,trabalhamos muito e esquecemos nossa familia
- E quando se perde a memória?
já então cansado de tanta relutancia da parte dele,perguntei
- Então na velhice só há perdas?
-Não,eu ganhei muitas coisas,como dentadura,bengala...E riu como uma criança,percebi que ele não estava sendo hostil,apenas queria resposta para a vida ser tão injsuta
- A vida é boa.eu disse em um tom de esperança
- E quando está para perde-la?
Finalizando todo o questionamento,e me deixando com medo de envelhecer.
- Eu espero não ter rugas.disse em tom de brincadeira
- E eu espero não ter espinhas,respondeu com ironia
Era verdade,meu rosto era um hotel cheio delas,ali se hospedavam traziam filhos,netos e amigos,passavam férias,carnaval.Ele continuou se lamentando enquanto eu prestava atenção em cada palavra sua.
- A vida é muito dificil para um velho como eu,perco coisas que não queria perder,ganho coisas que não pedi.
- Mas em todas as fases é assim.tentando ser atenuar um pouco sua tristeza
- Na velhice é mais,todo dia perco algo
- Quando somos bebes,perdemos os dentes de leite e ganhamos dentes novos
- E quando se perde os novos?
Fiquei sem o que responder,mas para não dar tempo de pensar,imendei outro raciocinio
- Na adolescencia ganhamos pelos,perdemos a inocencia e ganhamos mais testosterona
- E quando perdemos a ereção?
Novamente era uma dessas perguntas sem respostas,pelo menos não havia pensado em nada de bate pronto,então continuei
- Na fase adulta,trabalhamos muito e esquecemos nossa familia
- E quando se perde a memória?
já então cansado de tanta relutancia da parte dele,perguntei
- Então na velhice só há perdas?
-Não,eu ganhei muitas coisas,como dentadura,bengala...E riu como uma criança,percebi que ele não estava sendo hostil,apenas queria resposta para a vida ser tão injsuta
- A vida é boa.eu disse em um tom de esperança
- E quando está para perde-la?
Finalizando todo o questionamento,e me deixando com medo de envelhecer.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Dois Espaços
Dei sol
cometas
lua
estrelas
nuvens
Marte
Plutão
Urano
mas ela precisava mesmo era de espaço e não do Espaço
Entendi errado tudo errado.
Todo espaço não é suficente para o espaço que você pediu.
cometas
lua
estrelas
nuvens
Marte
Plutão
Urano
mas ela precisava mesmo era de espaço e não do Espaço
Entendi errado tudo errado.
Todo espaço não é suficente para o espaço que você pediu.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Pólvora
Seu coração é uma calúnia
Conluio de pesares
com a luz me calo
com a loucura me apago
A dádiva me causa dúvida
e me divide entre dividas
O que impede o sol nos meus olhos
é o doce desencontro
Até meu sangue está pálido
Impávido dominio sobre minha coragem
ávido de promessas e asas
A polvora que povoa meu peito
não apavora o medo
A alvorada é só o alvo do sol
e o sol é meu pavio.
Conluio de pesares
com a luz me calo
com a loucura me apago
A dádiva me causa dúvida
e me divide entre dividas
O que impede o sol nos meus olhos
é o doce desencontro
Até meu sangue está pálido
Impávido dominio sobre minha coragem
ávido de promessas e asas
A polvora que povoa meu peito
não apavora o medo
A alvorada é só o alvo do sol
e o sol é meu pavio.
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