quarta-feira, 6 de julho de 2011
Tudo acontece
Reviro o armário, a procura de provas, nada muito consistente, alguns papéis, talvez algum souvenier, ou foto, um bilhete serveria. Jogo tudo na cama, cds, livros, mas não encontro nenhum indicio, nada para elucidar meu verbo, continua em misterio todos os deja vus causados, e todos os sonhos cosntantemente repetidos, as noites mal dormidas são feitas de descobertas mal planejadas, então eu tento acender a luz de uma vida que já se foi, e permanece com as digitais silenciadas pelo tempo.É isso, um crime silencioso, um enigma exultante, da qual nenhuma lembrança foi arquivada, você castrou todos os rastros. Renuncio a busca, e aceito que só é eterno, por que não tem explicação.
terça-feira, 5 de julho de 2011
O ponto de Ônibus
Me sentia próximo do fim, sem ao menos ter te abraçado, e era como ter uma insonia sem sonho, quando todos os canais saem do ar, o que sobra é esperar, esperar você ir embora, assim como minha casa me espera. Todos os dias passo por aquela calçada em que você me deixou, em direção contrária ao meu anseio, deu a volta completa para rir do meu desastre. E ali, tão perto do meu abrigo, eu te incentivava a me deixar, pois para mim, valia mais sua segurança ao ir, do que sua indecisão ao ficar, sempre pensei que a segurança está na veemencia, e não na confusão. O ponto sem nós, é só mais um ponto sem nó, só mais um apoio para os cansados. Vejo as pessoas se escondendo da chuva, exatamente no lugar que você se escondia da solidão, esperarando encontrar teu quarto, com a mesma esperança que eu tinha de encontrar teu beijo.O que pra você era ida, para mim era só um começo. Hoje passei pelo ponto, e você não estava, por que certamente, já passou da minha vida.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Axioma ou a arte da auto - ajuda
Há um lado bom quando a vida está de cabeça para baixo
fica mais facil de ler no rodapé
a resposta para todos os problemas
fica mais facil de ler no rodapé
a resposta para todos os problemas
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Sinônimos incompreendidos
O sonho é minha imaginação quando falta a lembrança
é quando recorro ao passado e não mais atribuo significado a compreensão
é a fonte de todo retorno esperançoso quando o chão virou vento
se tenho lembranças, não tenho sonho, os dois não coexistem em um coração que lamenta
meu espiral é feito de chuva, cai em desamor o que voa em sereno
Palavras são migalhas que não me matam a fome, já que o sólido é o nada
A vida se repete, o sonho não , é como o disco riscado que só sobrou a capa
Memorizando a melodia antes de cair em desespero
A idealização é cômoda, a realidade me confunde e aceito assim ter um fôlego a mais
cortante como árvore que invade o céu, inebriando a visão de Deus
Eu só fujo do que se esconde, abrigo e esconderijo são sinônimos quando não se tem aonde morrer.
Fazer-me de culpado, sendo que a vida é escolha
Sendo que a vida me encolhe
Se não consulto a culpa, manipulo a tristeza, ou até mesmo pulo do frívolo
Meu pensamento desaprende o que não é necessario
e não sou o que decido o que é armadura quando tudo é guerra
São todos fatos irrefutáveis que me acolhem em deleite
Fecho a porta para não me abrir em palavras
minhas palavras só subordinadas na educação
regravado em mim o agradecimento por ser normal
como medalha de honra, retardo a vitória
Há em mim o indelevel cinza
E a espera branda de um dia ser outra cor.
é quando recorro ao passado e não mais atribuo significado a compreensão
é a fonte de todo retorno esperançoso quando o chão virou vento
se tenho lembranças, não tenho sonho, os dois não coexistem em um coração que lamenta
meu espiral é feito de chuva, cai em desamor o que voa em sereno
Palavras são migalhas que não me matam a fome, já que o sólido é o nada
A vida se repete, o sonho não , é como o disco riscado que só sobrou a capa
Memorizando a melodia antes de cair em desespero
A idealização é cômoda, a realidade me confunde e aceito assim ter um fôlego a mais
cortante como árvore que invade o céu, inebriando a visão de Deus
Eu só fujo do que se esconde, abrigo e esconderijo são sinônimos quando não se tem aonde morrer.
Fazer-me de culpado, sendo que a vida é escolha
Sendo que a vida me encolhe
Se não consulto a culpa, manipulo a tristeza, ou até mesmo pulo do frívolo
Meu pensamento desaprende o que não é necessario
e não sou o que decido o que é armadura quando tudo é guerra
São todos fatos irrefutáveis que me acolhem em deleite
Fecho a porta para não me abrir em palavras
minhas palavras só subordinadas na educação
regravado em mim o agradecimento por ser normal
como medalha de honra, retardo a vitória
Há em mim o indelevel cinza
E a espera branda de um dia ser outra cor.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Esperar
Não é licito te esperar
intuir de seu beijo para assim me sentir racional
só há o abraço possivel, no corpo que inquere o amor
o que não tem resposta é inacessivel, e longe do meu entendimento
teus passos são incondicionados, sua vida é razão limitada
quero o seu absoluto, ir aonde não se pode e voltar quando não se deve
aperfeiçoando o caminho, antes de chegar ao caminho da perfeição.
antes o certo, do que a insatisfação
a força esta na esperança.
intuir de seu beijo para assim me sentir racional
só há o abraço possivel, no corpo que inquere o amor
o que não tem resposta é inacessivel, e longe do meu entendimento
teus passos são incondicionados, sua vida é razão limitada
quero o seu absoluto, ir aonde não se pode e voltar quando não se deve
aperfeiçoando o caminho, antes de chegar ao caminho da perfeição.
antes o certo, do que a insatisfação
a força esta na esperança.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Ausência
Quando fores
sua ausência me fará perguntas
que responderei com memórias
suas lembranças vão me distanciar da realidade
cairei em pesares
terei mais passos, mas perderei o caminho.
sua ausência me fará perguntas
que responderei com memórias
suas lembranças vão me distanciar da realidade
cairei em pesares
terei mais passos, mas perderei o caminho.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
A minha calma
A minha calma é uma maneira de se isolar do mundo
de me desligar do mundo e silenciar o meu limite
me calo pelo meu limite, e não por resignação
todos me conhecem tão bem
sabem da minha capacidade de errar
reiteram minha premissa
meu exoesqueleto é um nada
e meu vazio é a contemplação do tudo.
Assinar:
Postagens (Atom)