terça-feira, 15 de setembro de 2009
Mudança
Nunca soube muito bem como lidar com uma mudança,e constantemente relacionava mudança com um grande caminhão que levava seu corpo acima.E quando visualizava isso,logo as palavras fragil,e cuidado emanavam em seu pensamento.Lembrou que a cada mudança suas caracteristicas,qualidades e defeitos iam caindo pelo caminho,mas na ultima mudanca não foram só alguns detalhes idiossincrático que cairam do caminhão.Mas sim,seu corpo,seu corpo caira com tudo no asfalto,protegido por alguma caixa,alguma capsula,de promessa de amor.E lá estava ela caida,escrito em seu exoesqueleto Cuidado,Fragil.E olha que o caminão nem corria tanto,ela nao sabia quem era o motorista,mas suspeitava que era Deus.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Reprise
Ele dormia o dia inteiro,e acordava na madrugada,acordava para ve a tv,sozinho em silencio,como gostava de ficar,sempre sozinho,ele se acostumou com esse hábito desde pequeno,e manteve desde sempre,era mais confortavel para ele,e melhor,assistir as reprises dos noticiarios,as reprises de tudo,ele gostava de dormir o dia,e ficar sabendo o que houve só depois,convinha mais para ele,se fosse possivel,dormiria o ano todo e só assistiria a retrospectiva no fim do ano,com todos os fatos que tinham acontecido.Era melhor,assistir a reprise do jogo,sabendo que seu time ganhou,e assistir a reprise do show,sabendo que nele,sua musica favorita foi executada,e o jornal ficava ainda melhor quando recebia a noticia que aquela tarde,assaltantes haviam roubado casas perto a dele,bom se ele tivesse acordado,Na hora,teria se assustado muito,mas como nao estava,ele ouviu a noticia de um jeito normal.
Mas certa vez,quando assistia a reprise um jogo,que seu time havia ganhado,algo inusitado aconteceu,a reprise o enganou,o time tinha ganhado o jogo,na partida real,e na reprise que ele estava assistindo,o time perdeu,ele se assustou,ficou sem entender nada.A reprise do show era diferente,com um set list diferente,o noticia dizia coisas que não haviam acontecido,tudo estava estranho e foi então que decidiu,assistir tudo na integra,para nao ser mais enganado.Mas e o que ele nao se perguntava era,e sua vida,merecia uma reprise?
Mas certa vez,quando assistia a reprise um jogo,que seu time havia ganhado,algo inusitado aconteceu,a reprise o enganou,o time tinha ganhado o jogo,na partida real,e na reprise que ele estava assistindo,o time perdeu,ele se assustou,ficou sem entender nada.A reprise do show era diferente,com um set list diferente,o noticia dizia coisas que não haviam acontecido,tudo estava estranho e foi então que decidiu,assistir tudo na integra,para nao ser mais enganado.Mas e o que ele nao se perguntava era,e sua vida,merecia uma reprise?
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Saudade
A saudade é a falta de esperança
Ser incrédulo enquanto progresso
é creditar perfeição ao passado
e admitir mal presságio
A saudade é a pedra no caminho
é a metamorfose do pensamento
é a cegueira para as boas novas
e a insegurança da repetição
é se limitar ao um pedaço de vida,
ou a um pedaço de morte.
A saudade inibi a criação
Proibe a ousadia
e renega a invenção
embora ela mesmo se reinvente.
A saudade apela para o conformismo
e para o sentimentalismo
A saudade ressucita o mal costume
e faz pouco caso da superação
Nos deixa inconstanes,transcedentes
difusos e malucos
A saudade mente,trai,e comove
a saudade fere,sangra e pertuba
Ó Deus,permita que eu sempre
sinta saudades.
Ser incrédulo enquanto progresso
é creditar perfeição ao passado
e admitir mal presságio
A saudade é a pedra no caminho
é a metamorfose do pensamento
é a cegueira para as boas novas
e a insegurança da repetição
é se limitar ao um pedaço de vida,
ou a um pedaço de morte.
A saudade inibi a criação
Proibe a ousadia
e renega a invenção
embora ela mesmo se reinvente.
A saudade apela para o conformismo
e para o sentimentalismo
A saudade ressucita o mal costume
e faz pouco caso da superação
Nos deixa inconstanes,transcedentes
difusos e malucos
A saudade mente,trai,e comove
a saudade fere,sangra e pertuba
Ó Deus,permita que eu sempre
sinta saudades.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Pai
Eu não gosto quando meu pai me pergunta se preciso de algo,e principalmente não gosto quando ele vai para a padaria,ou mercado,e pergunta se quero que ele compre ou traga alguma coisa de lá,e por mais que eu esteja louco por aquele sorvete,ou por aquela torta,eu digo que não,que se eu quiser,depois eu vou.Eu não sei,quando ele pergunta se quero algo da rua,ele parece me reduzir novamente a um ser inutil,que quando crianca nao podia sair na rua.Era sempre asssim,eu o observava de longe,colocar um tênis,uma camisa nova,e pedia pra ir junto,perguntava
: - Pai,aonde voce vai?e sem nem mesmo saber aonde ele ia,eu ja imendava - Posso ir junto?não importava o lugar,eu queria estar na companhia dele,sair de casa,andar por ai,quem sabe andar na rua e meu pai gritar,para que eu ande na calçada.era isso que eu queria.Mas por motivos que eu não descobri até hoje,ele nunca me levava,dizia que eu não precisava ir,que era só eu dizer o que eu queria,que ele trazia pra mim.Eu imaginava o quanto o lugar devia ser inospito,para nao querer que seu filho fosse.
E os dias seguiram assim,ate eu crescer e poder ir a padaria,ao mercado sozinho.Mas ele ainda bate a porta e fala que vai a rua,e pergunta se eu quero algo,e nessa hora me da uma tristeza,me sinto impotente,e volto ser aquela criança,que não podia acompanhar o pai,ao um simples passeio.
: - Pai,aonde voce vai?e sem nem mesmo saber aonde ele ia,eu ja imendava - Posso ir junto?não importava o lugar,eu queria estar na companhia dele,sair de casa,andar por ai,quem sabe andar na rua e meu pai gritar,para que eu ande na calçada.era isso que eu queria.Mas por motivos que eu não descobri até hoje,ele nunca me levava,dizia que eu não precisava ir,que era só eu dizer o que eu queria,que ele trazia pra mim.Eu imaginava o quanto o lugar devia ser inospito,para nao querer que seu filho fosse.
E os dias seguiram assim,ate eu crescer e poder ir a padaria,ao mercado sozinho.Mas ele ainda bate a porta e fala que vai a rua,e pergunta se eu quero algo,e nessa hora me da uma tristeza,me sinto impotente,e volto ser aquela criança,que não podia acompanhar o pai,ao um simples passeio.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
O teto
Ela não gostava do pessimismo dele,ele,por sua vez,odiava o jeito como ela era efusiva,mas como diz o velho ditado dos opostos,um dia se casaram.Todas as brigas se davam por esse motivo,ele sempre dizia que os dois iam acabar terminando,ou que felicidade não existia,muito desses pensamentos eram impostos,por livros que desde pequeno lia,como os de Shopenhauer,kant.Ele era existencialista demais para ela,e ela romantica demais para ele.Mas ele não se achava pessimista,se achava realista,isso é o que todo pessimista fala,era a resposta dela - Nenhum pessimista,se acha pessimista.Em uma noite de calor,janela aberta,ela passando creme em seu rosto,e ele ao lado lendo algum livro do Nietzsche,os dois na cama sem sono algum,ela olha o teto e e ve rachaduras,bolor e outras coisas imperfeitas,faz uma cara de desaprovação e comenta
- Olha esse teto que horrar,quanta rachadura,bolor
Ele,sem tirar os olhos do livro,e aparantemente sem deixar de ler,responde
-Teto sem bolor não existe, é normal isso tudo,depois eu que sou pessimista né?
Ela surpreendida com sua resposta,diz em um tom mais alto
- Qualquer hora,vamos dormir,e esse teto vai cair sobre a gente
ele repara na deixa,e responde
- Morrer dormindo,é sempre o que eu quis.
Não,ele não se achava pessimista.
- Olha esse teto que horrar,quanta rachadura,bolor
Ele,sem tirar os olhos do livro,e aparantemente sem deixar de ler,responde
-Teto sem bolor não existe, é normal isso tudo,depois eu que sou pessimista né?
Ela surpreendida com sua resposta,diz em um tom mais alto
- Qualquer hora,vamos dormir,e esse teto vai cair sobre a gente
ele repara na deixa,e responde
- Morrer dormindo,é sempre o que eu quis.
Não,ele não se achava pessimista.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
A novidade
Era sempre assim,antes da palavra aparecer,os olhos ja se despediam,ela nunca dizia tchau,as vezes ela falava um adeus,e ele achava isso engraÇado,no começo se desesperava,não entendia muito bem,e acabava levando ele muito mais a sério do que era pra levar,mas depois de uma bela explicacão dela,tudo ficou mais tranquilo.Seria tão mais facil,se fossem para o mesmo destino,mas era bom assim,se morassem juntos,não haveria o tal melodrama,que ela tanto tirava sarro,mas que no fundo gostava.Ele sempre inseguro,gostava de ter uma especie de confirmação dela,para acreditar que o dia tinha sido realmente agradavel.E em um desses momentos em que os olhos estao quase se desencontrando,ele respirou fundo,ollhou o trem,que acabara de chegar e disse:
-Eu tenho a impressão,que eu tenho que contar uma novidade,a cada vez que nos vemos,e que essa novidade,fará voce gostar cada vez mais de mim.
Ela já dominava bem a insegurança dele,e sempre respondia de forma complacente
-Eu não preciso de novidades,novidades são momentanas,acontecem,depois somem,eu preciso somente da gente,por que isso eu sei que é pra sempre.
Ele sorriu,era essa a confirmacao que ele precisava,para entrar no metro,sentar perto da janela,ligar seu ipod e sonhar.
-Eu tenho a impressão,que eu tenho que contar uma novidade,a cada vez que nos vemos,e que essa novidade,fará voce gostar cada vez mais de mim.
Ela já dominava bem a insegurança dele,e sempre respondia de forma complacente
-Eu não preciso de novidades,novidades são momentanas,acontecem,depois somem,eu preciso somente da gente,por que isso eu sei que é pra sempre.
Ele sorriu,era essa a confirmacao que ele precisava,para entrar no metro,sentar perto da janela,ligar seu ipod e sonhar.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
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