O sonho é minha imaginação quando falta a lembrança
é quando recorro ao passado e não mais atribuo significado a compreensão
é a fonte de todo retorno esperançoso quando o chão virou vento
se tenho lembranças, não tenho sonho, os dois não coexistem em um coração que lamenta
meu espiral é feito de chuva, cai em desamor o que voa em sereno
Palavras são migalhas que não me matam a fome, já que o sólido é o nada
A vida se repete, o sonho não , é como o disco riscado que só sobrou a capa
Memorizando a melodia antes de cair em desespero
A idealização é cômoda, a realidade me confunde e aceito assim ter um fôlego a mais
cortante como árvore que invade o céu, inebriando a visão de Deus
Eu só fujo do que se esconde, abrigo e esconderijo são sinônimos quando não se tem aonde morrer.
Fazer-me de culpado, sendo que a vida é escolha
Sendo que a vida me encolhe
Se não consulto a culpa, manipulo a tristeza, ou até mesmo pulo do frívolo
Meu pensamento desaprende o que não é necessario
e não sou o que decido o que é armadura quando tudo é guerra
São todos fatos irrefutáveis que me acolhem em deleite
Fecho a porta para não me abrir em palavras
minhas palavras só subordinadas na educação
regravado em mim o agradecimento por ser normal
como medalha de honra, retardo a vitória
Há em mim o indelevel cinza
E a espera branda de um dia ser outra cor.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Esperar
Não é licito te esperar
intuir de seu beijo para assim me sentir racional
só há o abraço possivel, no corpo que inquere o amor
o que não tem resposta é inacessivel, e longe do meu entendimento
teus passos são incondicionados, sua vida é razão limitada
quero o seu absoluto, ir aonde não se pode e voltar quando não se deve
aperfeiçoando o caminho, antes de chegar ao caminho da perfeição.
antes o certo, do que a insatisfação
a força esta na esperança.
intuir de seu beijo para assim me sentir racional
só há o abraço possivel, no corpo que inquere o amor
o que não tem resposta é inacessivel, e longe do meu entendimento
teus passos são incondicionados, sua vida é razão limitada
quero o seu absoluto, ir aonde não se pode e voltar quando não se deve
aperfeiçoando o caminho, antes de chegar ao caminho da perfeição.
antes o certo, do que a insatisfação
a força esta na esperança.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Ausência
Quando fores
sua ausência me fará perguntas
que responderei com memórias
suas lembranças vão me distanciar da realidade
cairei em pesares
terei mais passos, mas perderei o caminho.
sua ausência me fará perguntas
que responderei com memórias
suas lembranças vão me distanciar da realidade
cairei em pesares
terei mais passos, mas perderei o caminho.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
A minha calma
A minha calma é uma maneira de se isolar do mundo
de me desligar do mundo e silenciar o meu limite
me calo pelo meu limite, e não por resignação
todos me conhecem tão bem
sabem da minha capacidade de errar
reiteram minha premissa
meu exoesqueleto é um nada
e meu vazio é a contemplação do tudo.
terça-feira, 31 de maio de 2011
Abraço Quente
A tristeza é um abraço quente
que insiste em me despir
só um truque barato para que eu abra as janelas
e fique exposto a dúvida.
que insiste em me despir
só um truque barato para que eu abra as janelas
e fique exposto a dúvida.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Sete Pecados Capitais
Pode ser que os pecados sejam intrinsecamente dos reservados e conservadores.
Tudo bem que há pecado para todos os corpos, bocas e devaneios,
mas há algo de timidez no orgulho ou de medo na gula,
e no fim há uma fraqueza em tudo, não de espírito mas de compaixão,
o pecado é renunciado por educação e não por condescendência,
muitas vezes a educação está acima do bem e do mal.Hoje em dia o pecado repousa na mente e não no coração. Os corpos descansam em pecados e culpa não mais se faz presente,todo exagero exercido, difama o bom senso. O equilíbrio distante de uma vida sadia ainda permanece longe,o carpe diem subversivo é o norte de toda entrega,
que faz de cada dia uma explosão de vaidade.Se ao menos o orgulho declamado fosse escondido no espelho...mas os pecados são anunciados em alto falantes
por bocas que não enxergam o coração.Há de se viver mais do que nosso vão desejo,extrapola a vida quem não domina seu desejo,tornando o próximo apenas um tronco a mais para chegar ao seu sonho.
Não importa o pecado, o capital nunca pagará tão bem.Sem dinheiro no bolso, sem pecado no coração.A graça de se acabar em simergulhando em puro desespero vaidoso.Perde-se personalidade, perde-se caráter,a favor de uma vida mais palpável.O pecado é o instrumento que faz o corpo ser mais útil que a alma,que faz a carne ficar mais próxima ainda do osso.O osso, limiar de todo egocentrismo encontrado. Há vaidade demais.
No sangue que percorre o orgulho os pecados se misturam, formando um grande bolo de insensatez.Há gula demais na vaidade e inveja demais na avareza.Todos calcados em um inconformismo tenaz,que é capaz de calar todas as religiões. Acostuma-se com a gula, acostuma-se com a vaidade.Alimenta-se a gula com a o desprezo causado por uma vaidosa.A vaidosa incita a inveja da pobre menina que, por ira, acaba na luxúria.Um pecado desencadeia outroe a vaidade não é a único algoz.Todos os pecados cabem em um só.
Poema fio contudor do curta Sete Pecados Capitais, produzido pelo coletivo de arte Lobo Parietal.
Tudo bem que há pecado para todos os corpos, bocas e devaneios,
mas há algo de timidez no orgulho ou de medo na gula,
e no fim há uma fraqueza em tudo, não de espírito mas de compaixão,
o pecado é renunciado por educação e não por condescendência,
muitas vezes a educação está acima do bem e do mal.Hoje em dia o pecado repousa na mente e não no coração. Os corpos descansam em pecados e culpa não mais se faz presente,todo exagero exercido, difama o bom senso. O equilíbrio distante de uma vida sadia ainda permanece longe,o carpe diem subversivo é o norte de toda entrega,
que faz de cada dia uma explosão de vaidade.Se ao menos o orgulho declamado fosse escondido no espelho...mas os pecados são anunciados em alto falantes
por bocas que não enxergam o coração.Há de se viver mais do que nosso vão desejo,extrapola a vida quem não domina seu desejo,tornando o próximo apenas um tronco a mais para chegar ao seu sonho.
Não importa o pecado, o capital nunca pagará tão bem.Sem dinheiro no bolso, sem pecado no coração.A graça de se acabar em simergulhando em puro desespero vaidoso.Perde-se personalidade, perde-se caráter,a favor de uma vida mais palpável.O pecado é o instrumento que faz o corpo ser mais útil que a alma,que faz a carne ficar mais próxima ainda do osso.O osso, limiar de todo egocentrismo encontrado. Há vaidade demais.
No sangue que percorre o orgulho os pecados se misturam, formando um grande bolo de insensatez.Há gula demais na vaidade e inveja demais na avareza.Todos calcados em um inconformismo tenaz,que é capaz de calar todas as religiões. Acostuma-se com a gula, acostuma-se com a vaidade.Alimenta-se a gula com a o desprezo causado por uma vaidosa.A vaidosa incita a inveja da pobre menina que, por ira, acaba na luxúria.Um pecado desencadeia outroe a vaidade não é a único algoz.Todos os pecados cabem em um só.
Poema fio contudor do curta Sete Pecados Capitais, produzido pelo coletivo de arte Lobo Parietal.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Amanhecer
Seus braços me afastam, enquanto o sol afasta as nuvens
Quando amanhecer, seus lábios serão do vento
enquanto os meus, serão só meus
vão cerrar entre palavras cortadas de um frio injusto
ressecada será a solidão quando nos despedimos
Haverá um buraco em cada tentativa de ser pleno
A boca seca de se inebriar em desculpas
A fome que mata a ferida da ferida que não mata o homem
Só encontro teu corpo no escuro
onde cada fuga é confortável
encoberto de cansaço e descanso
deitados somos livres, em pé somos do que convém
Só te tenho por perto quando não há mais ninguém
quando não não há o seu ninguém
e eu sinto muito por amanhecer.
Se eu pudesse, meu corpo inteiro seria noite.
Quando amanhecer, seus lábios serão do vento
enquanto os meus, serão só meus
vão cerrar entre palavras cortadas de um frio injusto
ressecada será a solidão quando nos despedimos
Haverá um buraco em cada tentativa de ser pleno
A boca seca de se inebriar em desculpas
A fome que mata a ferida da ferida que não mata o homem
Só encontro teu corpo no escuro
onde cada fuga é confortável
encoberto de cansaço e descanso
deitados somos livres, em pé somos do que convém
Só te tenho por perto quando não há mais ninguém
quando não não há o seu ninguém
e eu sinto muito por amanhecer.
Se eu pudesse, meu corpo inteiro seria noite.
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