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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Divinare

Nomear o vazio
Seria preenchê-lo
Então que morra assim, sem adivinhação
E quando virar tecido, célula
A ciência vai dizer se é inferno ou céu.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Mito íntimo

Preciso desaprovar meu íntimo, desarranjar o sonho de cada terra molhada por vocação. Florear a alma, antes de presentear a carne. Desempossar mitos, para pisar em narciso. Deserdar o inconsciente e arruinar rituais da pele. Desintegrar o fértil, e ver nascer do milagre o comum.
É necessário para meu corpo, desorientar a meditação, e pensar só no novo
Calar o alimento, e multiplicar a palavra, rasgar o princípio, e o fim ser um previsível meio.
Preciso negar a natureza, e ser brutal em espírito, para gritar sublinhando meu nome, só assim deixarei de exibir o desejo
Quando eu reinventar a arquitetura , despojando casas, gramas e vento, estarei do outro lado da minha verdade, decorando outro tipo de afirmação, em um universo paralelo de boas intenções.
E mesmo fracassando em identidade, não repetirei mais nenhuma experiência

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Disposta

Sorri, como se o relicário fosse seu sorriso
Sorri com os olhos, como se tua Iris fosse o próprio ouro
E ri, como se não medisse o estoque da felicidade
Sem segredo, fazendo do próprio cofre o momento
E leva o riso, como matéria prima
Como matéria pluma, para minha escrita
Sorri, nunca sem motivo
Como se a importância estivesse no próprio riso.
Como se guardasse no riso, o que não se poupa na razão.

Desatento

Atento te olho
Te inspiro
Te escuto
Desatento, te amo.

Criaturas

Sou o sonho da sua sombra
Que desvela, se arrasta sem trunfo algum
Tentando deslocar-se da vaidade
Deleitar-se em repouso
Essa tua luz que hoje me remedia
É a emenda da solidão
Serei para sempre sonho da sua sombra
E você, luz de minha benignidade.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Palavras

Quando as palavras se fazem inexistentes
Enterro-me em luto
E elas imediatamente caem em meu corpo como flores.

Incompletude

Quando me sinto cheio
Cheio de tudo
Reinvento-me em incompletude