Ele bebe,não liga se o copo está sujo ou não,mete a mão nos amendoins,e come com voracidade,como quem nasceu para aquilo.Não ve,mais nada em sua frente,só sua gula,e disposição.Não importa o que tem no copo,importa o lugar que está.Quase sempre escuta as conversas dos outros,já que ele mesmo,não tem com quem conversar,todas as noites é a mesma coisa,joga a isca,e espera,algum olhar mais questionador,ou complacente,ou até mesmo alguma frase erronea.Neste dia, presenciei o de costume,o servi do mais puro alcool,e de antemão,já me posicionei,para aquiloque seria meu deleite.Todas as noites,podia me entreter com belos interrogatórios,e debates.
.Não ia demorar para acontecer,e logo avistei o interlocutor da vez,era um desses mauricinhos,que depois de duas cervejas já estão embriagados,totamente o contrário do nosso sábio.O mauricinho,provavelmente chamado Junior,olhava obcessivamente a mulher em sua frente,literalmente a comia com os olhos,proporcionando em sua mente,orgamos multiplos.
.Ela não notou o olhar,e continuou com seu drink,alguma coisa tão moderna,que o sábio,não conseguiria pronunciar o nome.
Ao ver o olhar obcecado do playboy,para a senhora de vestido azul.O sábio foi logo o interrompendo,sua voz não era só capaz de fazer o rapaz perder o foco mas também de atrair a atenção.
Palitando os dentes,o Sábio disse : - É que você,nunca a viu trabalhando.
O mauricinho,todo engomado,olhou para o lado,e sem entender,fez um pequeno som,que se assemalhava com um AHN?
- É,é isso mesmo,é que você nunca a viu trabalhando.
O mauricinho,no ápice do seu tesão,assimilou a loira,e a palavra trabalho,com prostituição logicamente.
- Ela cobra quanto?perguntou o playboy,já sabendo que não importava o quanto ela cobrasse,teria dinheiro suficiente para paga-la.
- Mais respeito,seu moleque,ela não é puta não,pelo amor de Deus.
- Mas,mas..eu pensei,que.... disse o playboy,gaguejando em sua vergonha.
- Pensou errado,o que to querendo dizer,é que se você a visse trabalhando,perderia o encanto.
- Por que?ela é professora?
- Não cara,não importa a profissão,ela pode ser enfermeira,dublê,Cozinheira,mas ela,em seu ambiente de trabalho,poderia não chamar sua atenção,entende?aqui,ela é linda,e única,mas quando se mistura as outras,se torna somente mais uma.
- Mais uma?ela?fazendo com que seus olhos a apontasse. - nunca.
- É a grande massa garoto,a grande massa de pessoas,é sempre asssim,o ser humano,só se destaca,em um lugar,em uma noite,para uma única pessoa.
- Então quer dizer,que se eu a encontrasse em outro lugar,ou em uma outra noite,eu não me encantaria com ela?
- Sim,se você encontrasse essa mesma mulher no metrô,ela voltando,da faculdade,cansada,suada,você provavelmente a ingnoraria,mas especialmente hoje,ela se tornou bonita e iluminada.
- Não,eu acharia ela bela,em qualquer situação,lugar,ou dia,acharia ela linda se a encontrasse chorando.
- Desse jeito,ela se tornaria linda,por estar frágil.
- Então tudo bem,eu a acharia linda,se a encontrasse catando papel na rua.
-Hum,assim,a acharia linda por pena.
- Não,por ser bonita mesmo.
-Não acredito em você garoto,e repito,você só a achou bonita,hoje,por ela ter escolhido esse vestido,estar sorridente,talvez por ter tido uma promoção no serviço,e ser uma das poucas garotas no bar.
- Se você pensa assim,nunca vai casar,vai achar sua esposa bonita em um dia,e no outro não.
- Eu sou casado,meu jovem.
-Ah é?E como faz para sempre achar sua mulher bonita?perguntou o mauricinho,tentando colocar o sábio em saia justa.
- Simples meu caro,eu amo o que está dentro dela.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Todo dia
Todo dia rezo para o mesmo fantasma
minha fé como asma
não me deixa terminar
aprendi a respirar pela metade
e a viver pelas beiradas
sou orla sem mar
se eu fosse mar
contornaria uma ilha imaginária
eu abrevio tudo que é eterno
e vivo o breve desapego dos pássaros
confundo pessoas,e me encontro escrevendo
circunscrevendo a existência
todo dia eu rezo para o mesmo fantasma.
minha fé como asma
não me deixa terminar
aprendi a respirar pela metade
e a viver pelas beiradas
sou orla sem mar
se eu fosse mar
contornaria uma ilha imaginária
eu abrevio tudo que é eterno
e vivo o breve desapego dos pássaros
confundo pessoas,e me encontro escrevendo
circunscrevendo a existência
todo dia eu rezo para o mesmo fantasma.
sábado, 11 de setembro de 2010
Sobre o amor
Quando criança
minha mãe escondia os doces
na maioria das vezes,em um local muito alto
eu,pequeno,não alcançava nunca.
Mas,em uma dessas empreitadas,ela com pressa
pegou as balas,e sem querer,colocou o amor entre elas
e passei a infancia,o procurando,lá no alto.
até hoje quando falam de amor
a primeira coisa que faço,é pegar uma cadeira.
minha mãe escondia os doces
na maioria das vezes,em um local muito alto
eu,pequeno,não alcançava nunca.
Mas,em uma dessas empreitadas,ela com pressa
pegou as balas,e sem querer,colocou o amor entre elas
e passei a infancia,o procurando,lá no alto.
até hoje quando falam de amor
a primeira coisa que faço,é pegar uma cadeira.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Receio
De tanto ressentimento
a flor ressecou
resiste o perfume que não queima
ainda resta a ultima pétala
que carrega em si,o último romance.
a flor ressecou
resiste o perfume que não queima
ainda resta a ultima pétala
que carrega em si,o último romance.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
sábado, 4 de setembro de 2010
Palavras - Cruzadas
Renato estava obcecado para terminar o jogo,faltava algumas poucas palavras,ele quase desistindo,pede ajuda a sua esposa. - Meu bem,sentimento com quatro letras,qual será?
Ela pensou,pensou,e respondeu : -Ah,é amor.Ele meio confuso,coçou a cabeça com a ponta do lápis e pensa alto : - Ah mas isso não vale,deveria ter só nome de coisa que existe.
texto livremente inspirado em Wim Wenders
Ela pensou,pensou,e respondeu : -Ah,é amor.Ele meio confuso,coçou a cabeça com a ponta do lápis e pensa alto : - Ah mas isso não vale,deveria ter só nome de coisa que existe.
texto livremente inspirado em Wim Wenders
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